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Como fazer um detox virtual? Veja 10 dicas

Foto: Divulgação/Pexels

Há muito tempo temos visto a apropriação da sociedade no uso das novas tecnologias. Mas esse comportamento tem se construído sob vínculos frágeis e necessidades questionáveis. Para refletir sobre o assunto, basta uma autocrítica de quanto tempo as pessoas passam conectadas a smartphones, computadores e tablets. 

O uso da internet se difundiu e criou uma nova forma do homem se relacionar com os familiares, amigos e colegas de trabalho. O problema é que nem sempre essa relação tem sido saudável, criando problemas atuais como a Nomofobia (desconforto ou angústia causados pela fobia de ficar desconectado). Segundo informações da Academia Nacional de Medicina, o termo “Nomofobia” originou-se na Inglaterra, a partir da expressão “No-mobile”, que significa ficar sem telefone celular. Logo, essa expressão uniu-se à palavra grega “fobos”, que significa fobia, originando a palavra que conhecemos atualmente. 

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que, em 2017, o Brasil possuía 126,3 milhões de usuários de internet, o que significou um aumento de 10,2 milhões de usuários em comparação a 2016. A pesquisa mostrou ainda que os celulares são o principal meio de acesso, com 97% das pessoas conectadas, sobretudo para trocar mensagens de texto, voz ou imagens através de aplicativos. 

Uma crítica ao consumismo desenfreado 

O escritor e filósofo italiano Umberto Eco já falava dessa relação em seu último livro “Pape Satàn aleppe: Crônicas de uma sociedade líquida” (2017), em que ele abordou como a ideia de modernidade trouxe problemas como a falta de referências e o consumismo desenfreado. Ou seja, as pessoas querem aparecer a qualquer custo, aparecer como valor, como o próprio escritor fala. Além disso, ele questiona, também, um consumismo que não visa a posse de objetos de desejos capazes de produzir satisfação, mas que torna esses objetos obsoletos, fazendo o indivíduo querer consumir cada vez mais. 

Aparecer a qualquer custo em busca de likes tem gerado uma competição nas redes sociais e deixado muitas pessoas reféns da tecnologia. O que faz as pessoas checarem seus smartphones de hora em hora conferindo a notificação dos stories ou o aumento de likes no último post compartilhado? Pensando nisso, recentemente, a rede social Instagram promoveu um teste entre os usuários do Brasil. A rede passou a tirar a visibilidade pública das curtidas a fim de combater práticas nocivas na rede, como o discurso de ódio ou o bullying na web.

Mas o que podemos aprender com o detox virtual?

A tecnologia é fundamental, mas o detox digital não se propõe a retirá-la do cotidiano, e, sim perceber quando seu uso está exagerado e como é possível utilizar a internet de maneira positiva. Parece óbvio, mas quando a dependência cresce ela atrapalha até a produtividade  e muitas pessoas não percebem. Esse é o objetivo do detox virtual: fazer com que as pessoas façam o uso consciente das tecnologias. 

Para ajudar indivíduos com problemas de dependência virtual nasceu o Instituto Delete – Uso Consciente de Tecnologias, localizado no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, em Botafogo, no Rio de Janeiro. O Instituto é o primeiro núcleo no Brasil especializado em Detox Digital, e oferece ajuda gratuita com profissionais da área da saúde, comunicação e educação aos usuários abusivos de tecnologia. 

Alguns sinais de que você precisa de ajuda

O uso excessivo de tecnologia muitas vezes é estimulado desde a infância. Muitos pais, para conseguir fazer outras tarefas ou simplesmente com o intuito de distrair as crianças, entregam um smartphone ou tablet nas mãos dos seus filhos. Uma pesquisa da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, mostrou que crianças de dois anos de idade que excedem a hora recomendada em um dia de tempo de tela são mais propensas a ter problemas de saúde e comportamentais, isso tudo antes de atingir a idade escolar.

Hábitos digitais saudáveis devem começar desde cedo e devem, principalmente, ser acompanhados pelos pais. Por isso, dar exemplos às crianças e mostrá-las a importância das relações na vida real são princípios que não podem ser negligenciados. 

Especialistas recomendam que é necessário buscar ajuda quando o uso das tecnologias está causando sofrimento e prejudicando o trabalho, a relação com amigos e familiares. Muitas vezes o uso exagerado está ligado a outros problemas emocionais. A ansiedade é um deles, e por isso é essencial buscar ajuda de profissionais qualificados para o diagnóstico e tratamento. 

“Assim como qualquer processo “detox”, é necessário observar sua relação com aquilo que se propõe um afastamento. A vida digital, hoje, influencia em toda dinâmica cotidiana dos indivíduos. Sobretudo, as redes sociais, que hoje têm um papel quase que fundamental na construção de identidade de algumas pessoas. Para elas, distanciar-se das redes sociais é também distanciar-se de uma parte de si. Quando isso não é feito de forma consciente, é possível que a pessoa passe por esse processo com muita angústia”, afirmou a psicóloga Amanda Milani. 

Como fazer a desintoxicação digital? 

De acordo com informações do Instituto Delete, a dependência digital está ligada, principalmente, à perda de controle na vida real, que leva as pessoas com dependência digital a enfrentar cinco dimensões do problema: a falsa sensação de segurança, a importância que se dá ao uso e conexão com os aplicativos, perda de controle no tempo dedicado às redes, problemas de privação e comprometimento da vida social. 

Para a psicóloga Amanda Milani, é quase impossível propor um corte definitivo com a vida digital por ser uma característica de nossa sociedade nos dias de hoje, porém, o uso indiscriminado desses recursos pode trazer de fato prejuízos na vida das pessoas.

Siga estes 10 passos de desintoxicação digital recomendados pelo Instituto Delete:

1.Bom senso para que o uso das tecnologias não se torne abuso no cotidiano.

2.Fique atento às consequências físicas (privação de sono, dores na coluna, problemas de visão) e psicológicas (depressão, angústia, ansiedade) devido ao uso abusivo das tecnologias.

3.Dose o uso de tecnologias no cotidiano. Verifique se seu desempenho acadêmico, no trabalho, na família ou pessoal estão sendo prejudicados pelo uso abusivo das tecnologias.

4.Não troque atividades, compromissos ou encontros ao ar livre para ficar conectado às tecnologias.

5.Reflita sobre seus hábitos cotidianos e faça diferente.

6.Prefira uma vida social real à virtual. Escolha relacionamentos e amizades reais ao invés de virtuais.

7.Pratique exercícios físicos regularmente. Crie intervalos regulares durante o uso das tecnologias fazendo alongamentos.

8.Não abale o seu humor com publicações virtuais. Não acredite em tudo o que é postado e cuidado com o que você publica na internet.

9.Valorize suas relações pessoais, sociais e familiares. Não troque estas relações no dia a dia para ficar utilizando as tecnologias. 

10.Jogue o lixo eletrônico no local correto. Pense no meio ambiente, recicle os aparelhos fora de uso e evite a troca frequente sem necessidade.

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